29
de
outubro
da agenda
daquela que anda comigo pra cima e pra baixo,
embaixo do meu braço;

Para pensar,
um cigarro;
para falar,
um gole e um trago.
E para esquecer,
que tal um baseado ?
Muitas vezes não percebo o quanto posso estar sentindo falta; até que algo insinue a lembrança de sua ausência.
Como é que pode,
nas calçadas da cidade,
caminhar no mesmo prumo
tamanha vaidade com tanta necessidade.
Saiu, mergulhando de cabeça
no vazio das esquinas,
soluçando sorrisos
destruindo convenções
arriscando emoções
se queimando, rasgando
e estourando o próprio peito.
Nadou
e nadou,
sempre tendo a impressão
que já tinha morrido na praia.