18
de
setembro
fifties

nostalgia; perfume que cintila.
Atuando no presente, o modo antigo do passado
no ensejo de angariar futuros;
e algum trocado.

nostalgia; perfume que cintila.
Atuando no presente, o modo antigo do passado
no ensejo de angariar futuros;
e algum trocado.
Coitado:
caipira dissimulado, acha que é muito ser pouco.
Mente, rouba, faz picuinha;
e ainda se acha o máximo.
Anda na rua, serpenteando como uma cobra no cio,
rebolando a bunda que não tem.
Pele esburacada de acnase gordurosa
secreções de uma genética infeliz.
Feio, muito feio.
Mas como toda sisi, se acha.
Paranóia terceiro mundista,
de um mundo que não vai além das fofocas de salão.
Coitado.
Tem hora que não dá.

Sem fazer campanha,
o jeito é relaxar e gozar;
até esperar passar.
Vil,
me sinto vil;
carne putrefando
cães encharcando,
tosco.
Perdido,
iludido
e aturdido,
sem resolução
equalizado em sua própria esfera.
Em bom português:
fu-di-do.
No tom
na cor
e na melodia;

na hora certa, melhor confidência não há. Muitas vezes, além de dar voz, muitas músicas falam direto em nossas almas.
Eu, ridículo,
vivo a exigir do mundo
um bocado de coerência.
Duas vezes imbecil,
isso no mundo não há;
e eu tampouco
sou modo de conduta exemplar…
patético, patético.
Sou o covarde,
fugindo da realidade
saltando de sonho em sonho
em busca daquilo que nem sabe como encontrar.
Trata-se dum suicídio onírico lento;
mas que tem hora e data para terminar.
Falo muito de minha soropositividade; mas não é para me fazer de vítima.
É um meio de amenizar - talvez - a frustração de carregá-la sempre aqui comigo; de destilar a vontade de, na realidade, berrar sem parar até acabar tudo isso.